SERVIÇOS

 

 

 A existência de conflitos é normal quando se vive em sociedade. A questão é saber como você quer resolver seus conflitos. Qual a importância das pessoas envolvidas? Como eu espero conviver dali em diante com aquela questão e com aquelas pessoas?

O nosso trabalho não se baseia no conflito em si. Mas no seu manejo.

Não é verdade que exista um meio de solução de controvérsias melhor do que o outro, o que existe é um método de resolução de conflitos mais adequado para o tema e para as pessoas envolvidas.

Os meios alternativos de resolução de conflitos são razoavelmente novos no Brasil, mas nesses últimos anos, vêm ganhando expressão e conquistando a sociedade brasileira, principalmente após a Resolução 125, do Conselho Nacional de Justiça, que fala do Princípio da Adequação.

MEDIAÇÃO

A mediação é um processo de promoção do diálogo, que permite, através de suas técnicas, que os mediandos construam juntos a melhor solução possível, em benefício de todos.

Nesse processo, o mediador é um terceiro neutro e imparcial, que não julga ninguém, não decide. Seu papel é o de conduzir o processo de diálogo, através da identificação de interesses, necessidades e valores comuns a todas as partes. 

Dentre as vantagens do processo de mediação podemos citar que se trata de um processo confidencial, mais célere que outros meios de resolução de conflitos e com menor dispêndio de energia emocional e financeira.

PRÁTICAS COLABORATIVAS

As práticas colaborativas surgem nos Estados Unidos, através de um advogado de família cansado dos processos judiciais. Stuart Webb então inaugura uma nova fase em sua carreira, quando decide não mais litigar; a partir dali ele só atenderia seus clientes até a fase de negociação. Stuart Webb percebeu que, muitas vezes ganhar um processo judicial não representava uma vitória, havia muitas perdas emocionais e afetivas.

Trata-se de um novo olhar, um novo paradigma para a advocacia.  O advogado tem como missão defender os interesses de seus clientes. Interesses estes que muitas vezes correspondem  a encerrar os conflitos e  a viver em harmonia.

As práticas colaborativas são um meio extrajudicial de resolução de conflitos, em que as partes e seus advogados constroem juntos, em um ambiente não adversarial ,  um acordo que entendam justo e que faça sentido para elas e para a situação que vivem.

Nesse contexto, no início do processo assina-se um termo de participação, em que os advogados se comprometem a  não  ajuizarem nenhum processo sobre aquele tema. Ainda é possível a previsão de um termo de sigilo.

A lei passa a ser um instrumento balizador das decisões tomadas em conjunto, mas este não é ponto nodal.

Nesse tipo de atuação, os advogados em consenso com seus clientes, podem se utilizar de uma equipe multidisciplinar,  a depender do tema e da situação. Esses especialistas, podem ser  da área de finanças, podem ser coaches -  profissionais da área de saúde, capacitados para trabalhar com processo colaborativo e  para ajudar  cada uma das partes a perceber seu novo momento e seus desafios para a solução do conflito, podem ser especialistas em criança -  trazendo à mesa, a voz do menor envolvido, por exemplo.

 
 

Felicia Zuardi é advogada, graduada pela Pontificia Universadade Católica do Rio de Janeiro. Cursou o Curso Preparatório para a Magistratura - EMERJ e LLM em Direito Corporativo do IBMEC.Tem formação em Mediação de Conflitos pelo Mediare e Capacitação em Práticas Colaborativas pelo IBPC. É membro  do IAPC - International Academy of Collaborative Professionals.

 

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